Registro de Imóveis de Cachoeira do Sul

(51) 3630-3555
(51) 99500-3555

NOTÍCIAS

31 DE OUTUBRO DE 2023
No Amazonas, GT realiza intercâmbio com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil

O Grupo de Trabalho Interinstitucional sobre Direitos dos Povos Indígenas e Justiça Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas realizou, no último dia 18 de outubro, o evento “Diálogos de intercâmbio” com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). O objetivo da atividade foi conhecer a experiência, os estudos e as ações do “Observatório Sistema de Justiça Criminal e Povos Indígenas”.

O Observatório é uma iniciativa da Apib e consiste em um espaço colaborativo entre lideranças indígenas, pesquisadores e sujeitos que atuam no sistema de justiça criminal, com objetivo de monitorar medidas jurídicas e a situação concreta dos povos indígenas inseridos no sistema de justiça criminal na qualidade de investigados, processados ou em fase de execução de pena.

A atividade promovida pelo GTI/TJAM teve como palestrante o advogado indígena Maurício Terena, coordenador jurídico na Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e foi coordenada pela juíza Andrea Medeiros. Participaram também os juízes Lucas Bezerra, Rafael Cró e Larissa Padilha; além das assistentes do Programa Fazendo Justiça do CNJ Luanna Marley (AM) e Fernanda Almeida (TO), servidores do Tribunal, integrantes do Grupo de Trabalho Interinstitucional; a assessora jurídica da Apib, Ingrid Martins e a antropóloga e pesquisadora da Universidade Federal do Pará (UFPA), Waldilena Assunção.

Durante a atividade, foram discutidos os desafios de implementação da Resolução CNJ n. 287/2019, que estabelece procedimentos ao tratamento das pessoas indígenas acusadas, rés, condenadas ou privadas de liberdade, e dá diretrizes para assegurar os direitos dessa população no âmbito criminal do Poder Judiciário. Foram apontadas questões estruturantes como, por exemplo, orçamento para laudos antropológicos e a necessidade de construir coletivamente com os povos e as comunidades indígenas, bem como com as instituições públicas, parcerias para o cumprimento das normas internacionais e nacionais.

O advogado indígena Maurício Terena destacou a importância da mudança de paradigmas sobre povos indígenas trazidos pela Constituição Federal de 1988, ao reconhecer a cultura, a tradição e a organização social dos indígenas. Apontou, ainda, que as Resoluções do CNJ n.287/2019 e n. 454/2022 – essa última estabelecendo diretrizes e procedimentos para efetivar a garantia do direito ao acesso ao Judiciário de pessoas e povos indígenas – representam um marco importante para a atuação do Poder Judiciário, devendo ser observada a sua devida implementação.

Apib

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) foi criada pelo movimento indígena no Acampamento Terra Livre de 2005 e é uma instância de referência nacional do movimento indígena no País. A entidade agrega organizações regionais indígenas com o propósito de fortalecer a união dos povos; a articulação entre as diferentes regiões; as organizações indígenas do Brasil; além de mobilizar os povos e as organizações indígenas contra as ameaças e agressões aos direitos indígenas.

GTI/TJAM

O Grupo de Trabalho Interinstitucional sobre Direitos dos Povos Indígenas e Justiça Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas é vinculado ao Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Socioeducativo (GMF) do TJAM, com o apoio técnico do Programa Fazendo Justiça do Conselho Nacional de Justiça. Criado pela Portaria Conjunta n. 35/2022, o GTI é formado por diversas instituições do sistema de justiça, instituições de ensino superior e organizações indígenas e indigenistas, e tem como objetivo a implementação da Resolução CNJ n.º 287/2019 no âmbito do Poder Judiciário do Estado do Amazonas.

Fonte: TJAM

Macrodesafio - Aprimoramento da gestão da Justiça criminal

The post No Amazonas, GT realiza intercâmbio com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil appeared first on Portal CNJ.

Outras Notícias

Campanhas mensais das cores

01 DE ABRIL DE 2026
Abril Verde e Azul

Este mês não marca apenas o início de um novo ciclo, mas também nos chama a refletir e a agir. O Abril Verde destaca a importância de garantir ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. Já o Abril Azul nos convida a valorizar o respeito, a empatia e a inclusão das pessoas com autismo.


Campanhas mensais das cores

02 DE MARçO DE 2026
Março Azul Marinho

Março Azul Marinho é o mês de conscientização sobre o câncer colorretal, um dos tipos de câncer mais comuns, mas que pode ser prevenido e tratado com sucesso quando identificado precocemente. A prevenção começa com exames periódicos e atenção aos sinais que o corpo apresenta. Estar atento e manter


Campanhas mensais das cores

02 DE FEVEREIRO DE 2026
Fevereiro Roxo e Laranja

Fevereiro é um período voltado à reflexão sobre cuidados com a saúde e ao valor de identificar doenças o quanto antes. O movimento Fevereiro Roxo destaca enfermidades crônicas como Alzheimer, lúpus e fibromialgia, enfatizando a importância de conhecimento, acolhimento e suporte permanente às pessoa


Campanhas mensais das cores

05 DE JANEIRO DE 2026
Janeiro Branco

Janeiro Branco propõe uma pausa para pensar no bem-estar psicológico. Zelar pela mente, procurar harmonia e dar espaço ao diálogo sobre emoções são práticas fundamentais para uma rotina mais saudável, tanto no ambiente profissional quanto na vida pessoal.


Informação

01 DE DEZEMBRO DE 2025
Dezembro Vermelho e Laranja

Este mês marca duas campanhas essenciais de conscientização: Dezembro Vermelho, dedicado à prevenção do HIV/Aids e de outras ISTs. Dezembro Laranja, voltado para a prevenção e o combate ao câncer de pele. Apesar de diferentes, ambas compartilham a mesma mensagem: cuidar é um ato que salva vidas.